Financiamento ou Consórcio?

Financiamento ou consórcio? Na verdade o mais indicado é um bom planejamento, ter paciência e avaliar se você realmente precisa comprar aquilo através do financiamento ou consórcio. Para ambos, terá que pagar taxas que tornam o bem mais caro do que se você fosse comprar à vista, mas quando se trata de um bem com o valor alto, poucas pessoas têm o dinheiro em mãos para pagar à vista e acabam recorrendo a um consórcio ou financiamento.

A princípio, financiamento, é um método de compra a longo prazo e funciona como uma espécie de empréstimo que exige um valor mínimo de entrada, podendo se tornar ema desvantagem no caso de automóveis. Do mesmo modo, o banco escolhido para o financiamento paga ao vendedor o valor à vista e então, automaticamente, a sua dívida passa a ser com o banco, que te cobra parcelas mensais com juros embutidos nelas.

Assim que o crédito é aprovado e a transação concluída, você pode usufruir daquele bem. No entanto, ele fica, via de regra, alienado fiduciariamente. Na prática, isso significa que ele está preso à instituição que concedeu o crédito até o fim do pagamento das parcelas. Nesse momento, portanto, ele ainda não é 100% seu.

Para vendê-lo, por exemplo, você precisa da autorização do banco, que passará a dívida para o novo comprador. Ele poderá pagá-la à vista ou assumindo as parcelas.

 

Vantagens do financiamento:

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  • Prazos mais longos de até 35 anos, quando se trata de financiamento imobiliário e até 5 anos para financiamento de veículos;
  • Taxas baixas, especialmente tempos de Selic na mínima histórica;
  • Também é possível contratar uma parcela que caiba no orçamento;
  • Indicado para quem quer receber o bem de imediato.

Desvantagens do financiamento:

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  • Endividamento de longo prazo;
  • Exige valor mínimo de entrada (no caso de imóveis);
  • Juros que tornam o bem mais caro ao final do prazo;
  • Condições exigidas pelo credor, como abertura de conta, etc;
  • CET (Custo Efetivo Total) com tarifas e taxas extras.

Acima de tudo, o consórcio, que também é um investimento a médio ou longo prazo, oferece a contemplação por sorteio, que pode acontecer tanto no primeiro como no último mês de existência do grupo. Assim, se você não tem pressa, basta pagar as mensalidades e esperar. Caso queira agilizar o recebimento da carta de crédito, basta antecipar algumas parcelas ou, realizar lances para obter vantagens nos sorteios.

 

Mas afinal, como funciona? – Financiamento X Consórcio

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Em primeiro lugar, a partir do momento que você decide pelo consórcio, você deverá encontrar uma instituição que administre toda a operação. Segundo a Associação Brasileira de Consórcios (ABAC), atualmente, existem mais de 100 empresas no Brasil. Se a instituição não estiver presente na lista, melhor procurar outra. Isso porque consórcios com entidades não cadastradas dificultam a reclamação por seus direitos em caso de problemas.

Antes de participar de uma operação desse tipo, certifique-se de que você está firmando contrato com uma marca séria, que vai assumir os compromissos e agir com confiança e transparência. Para isso, é importante que você verifique o histórico da entidade para saber se ela acumula queixas em órgãos de defesa do consumidor e em sites como o consumidor.gov e ReclameAQUI, destinados a apresentar e intermediar reclamações e problemas.

Observação: todo o sistema do consórcio é prescrito pela Lei 11.795 e supervisionado pelo Banco Central.

 

Possui taxas?

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Sobretudo, após fazer a escolha, é feito um contrato entre o consorciado e a instituição administradora. É importante ler as cláusulas do documento com atenção (consulte um advogado, se for necessário), já que elas descrevem os seus direitos e deveres no consórcio. Nelas, também estarão informados os valores a serem pagos e recebidos. Por isso, não deixe passar nada despercebido.

O pagamento deve ser realizado todos os meses, respeitando os critérios previstos no contrato. Em geral, ele é constituído por quatro fatores:

  • Fundo comum
  • Taxa de administração
  • Seguro
  • Fundo de reserva

Vale destacar que, além do pagamento mensal, é possível pagar parcelas adicionais, a fim de antecipar investimentos. Existe também a possibilidade de dar lances, que explicaremos mais à frente.

Outro ponto importante que você deve levar em consideração é a falta de pagamento. Quando um consorciado inadimplente é sorteado, um número mais próximo é premiado em seu lugar. As cláusulas do contrato apresentam regras claras quanto à exclusão de um integrante por causa da inadimplência, assim somo sobre o tempo limite para normalizar essa situação.

Também é comum que existam multas para quem não paga as parcelas em dia. Certifique-se de conhecer bem os critérios do consórcio que pretende participar e, em caso de imprevistos, fale com um representante da sua administradora e pergunte sobre o que pode ser feito em situações extremas.

Contemplação

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A contemplação é o momento mais aguardado pelos integrantes, afinal é nessa hora em que  eles recebem o que tanto desejam. Existem duas formas de ser contemplado: sorteio ou lance. Nunca acredite em administradoras golpistas que prometem cotas com garantia de conseguir a contemplação em determinada data.

Tanto o sorteio quanto a abertura dos lances são feitos todo mês, em assembleias. Do mesmo modo, durante esse evento, é necessário que haja representantes dos consorciados para comprovar a idoneidade do processo. Algumas instituições também transmite as assembleias ao vivo.

Geralmente nesses eventos, são concedidos pelo menos, dois bens: um pelo sorteio e outro pelo lance. Porém, pode ser que sejam contempladas mais pessoas. Da mesma forma, isso vai depender essencialmente do valor presente no Fundo Comum. Tanto quanto, grupos maiores podem ter fundos com grandes quantias e podem fazer mais entregas mensais.

Sorteio

Todo consorciado que pagar as suas mensalidades em dia pode ser sorteado (normalmente, por meio de um sorteio com bolas numeradas) para receber o seu bem ou serviço em instantes. Ou seja, todos têm a mesma probabilidade de vencer.

Lances

Servem para antecipar a contemplação e é composto por um pagamento a mais, além da parcela mensal. Os lances são anotados com antecedência, para que todos eles se mantenham em sigilo e não seja possível mudá-los durante as assembleias. Porém, dependendo da administradora escolhida, existem modificações nos critérios de definição dos valores de lance. Portanto, converse com um representante para conhecer as particularidades do seu plano.

Diante dessas informações, reflita: que alternativa acha mais razoável? Será financiamento ou consórcio?

Para saber mais sobre finanças leia nossas outras matérias.

Empréstimo ou Financiamento? Qual compensa mais?

Empréstimo e financiamento, ao preferir comprar um bem ou serviço de valor elevado, um dos critérios fundamentais é a escolha da forma de pagamento. Para ajudar na aquisição, é comum considerar alternativas como consórcio ou financiamento.

Você sabe qual é o mais vantajoso? Trata-se de uma pergunta comum, mas, para respondê-la, é necessário compreender como essas duas modalidades de crédito funcionam na prática, bem como os pontos positivos e negativos de cada uma.

Pensando nesses questionamentos, elaboramos este post comparativo sobre essas duas formas de conseguir dinheiro. Acompanhe a leitura e descubra como escolher entre empréstimo ou financiamento.

 

Que diferenças há entre os dois?

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Em primeiro lugar, é importante saber quais são as semelhanças que existem entre o financiamento e o empréstimo. Pois, nos dois tipos de operação há um contrato no qual o banco lhe empresta uma certa quantidade de dinheiro e você se compromete a paga-la em um período de tempo e com os encargos acordados. Os encargos incluem principalmente os juros, e também podem aparecer IOF e tarifas adicionais.

A principal diferença entre um empréstimo e um financiamento é a destinação do dinheiro. No empréstimo, você solicita uma quantidade de dinheiro para usar como quiser, na maioria dos casos, não é necessário informar qual o motivo. Por isso também é chamado muitas vezes de empréstimo pessoal. Já no financiamento, você deverá usar o dinheiro com uma finalidade específica, como pode ser a compra de um veículo ou de um imóvel. O empréstimo pessoal é geralmente pedido para pagar contas, fazer investimentos em negócios, realizar viagens, dentre outros.

Qual é mais conveniente?

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Pois aparentemente ambos são bem parecidos. Mas o que você precisa ter claro em sua mente é a finalidade que você irá ter com esse dinheiro, para que você posa escolher entre um ou outro. Por exemplo, se precisar de dinheiro para quitar alguma dívida, não terá outra opção senão recorrer a um empréstimo pessoal, é lógico. Desta forma, se você quiser comprar um imóvel, dificilmente poderá pedir um empréstimo pessoal, pois em geral, os bancos dão emprestadas quantias não muito elevadas. Sendo assim, o financiamento de imóvel pode ser a melhor opção. Além do mais, você terá as seguintes vantagens com o financiamento de um imóvel comercial ou de um veículo:

  • O dinheiro é liberado com mais rapidez, uma vez que é comprovada a finalidade do empréstimo.
  • As taxas de juros ficam mais baixas, já que o banco costuma contar com o próprio bem financiado como garantia caso você se atrase com o pagamento das parcelas.
  • Os prazos de pagamento são bem longos, chegando a mais de 20 ou 30 anos no caso de financiamento de imóveis.

Certos casos em que você pode duvidar se será conveniente escolher um financiamento ou uma linha de empréstimo.

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Por exemplo, vamos supor que você quer comprar um carro novo ou usado. Qual será mais conveniente? O financiamento para veículos (neste caso para carro) ou pedir um empréstimo pessoal e com esse dinheiro comprar o carro? Para saber qual escolha fazer, você deverá conferir em cada caso qual é o valor do CET: os encargos e as taxas de juros.

A maioria das vezes, será mais conveniente fazer diretamente o financiamento de veículo, uma vez que você já escolhe, desde o começo, a marca, o modelo, e as condições ficam pactuadas com o banco ou financeira. Além do mais, é mais provável que as taxas de juros sejam mais baixas do que com os empréstimos pessoais. Porém, existem opções de empréstimo que podem lhe dar um grande montante de dinheiro e com taxas de juros baixas.

Veja quais são esses tipos de empréstimo:

  1. Empréstimo Consignado. O empréstimo consignado pode ser muito útil se você é trabalhador com carteira assinada, aposentado ou pensionista. O importante é ter sua renda comprovada e usar ela como fonte direta de pagamento. Dessa forma, o banco se certifica de que você poderá pagar o empréstimo, e lhe oferece taxas de juros mais baixas e uma quantidade de dinheiro maior conforme o prazo.
  2. Empréstimo com Garantia de Imóvel. É também conhecido como refinanciamento de imóvel e é provavelmente uma das melhores opções para você que está querendo uma grande quantidade de dinheiro. Seu imóvel residencial (e por vezes pode ser comercial também) é usado como garantia e assim você obtém taxas de juros menores. Além do mais, o limite pode ser mais alto, já que você poderá pedir até 80% do valor total de seu imóvel. Assim, se você tiver uma casa ou apartamento avaliado em R$ 150 mil, poderá pedir até R$ 120 mil, o que pode ser mais que útil para a compra de um automóvel novo.
  3. Empréstimo com Garantia de Automóvel. Outra maneira comum no mercado de obter um maior montante emprestado e com taxas de juros baixas, é colocar seu veículo como garantia. Até 70% do valor dele pode ser usado para o que você quiser. A compra de outro veículo, por exemplo.

Para te ajudar ainda mais na hora de tomar uma decisão, iremos te dar mais 3 pontos para você entender por vez a diferenças entre empréstimo e financiamento. Com isso, você poderá escolher a melhor opção para sua necessidade.

 

1 – Finalidade: Financiamento X Empréstimo

Essa é na verdade a grande diferença, pois o financiamento é um tipo de empréstimo, mas que tem uma finalidade específica e será usado para um objetivo já definido e alinhado com o banco. Diferente do empréstimo pessoal que você não precisa avisar o banco, mas isso não significa que você não saiba para o que vai usar. No caso do financiamento, o valor emprestado é exatamente o que você vai pagar no imóvel ou no veículo.

 

2 – Praticidade: Financiamento X Empréstimo

Por conta da finalidade, o financiamento é mais burocrático. Você precisa comprovar como vai gastar o dinheiro. Então, existe uma série de papeladas a ser entregue e pode demorar um pouco mais. Com isso, o empréstimo pessoal se torna mais prático.

 

3 – Juros: Financiamento X Empréstimo

Esse é o ponto que favorece bastante o financiamento, e o que justifica toda burocracia. Por ter um objetivo certo, as taxas de juros são reduzidas nos financiamentos, comparado com empréstimo pessoal de igual valor.

Depois de ler todas essas informações, você já consegue definir qual é a melhor modalidade de crédito para as suas necessidades? Como vimos, escolher entre o empréstimo ou financiamento requer muitas observações, mas esse tempo perdido te dará a certeza de que fez o melhor para as suas finanças.